MOLHADOS

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O calor dentro da barraca estava insuportável. Eu olhava para o tecido perfurado da abertura da janela desejando um pouco de brisa, quando Selma tocou-me o braço dizendo:

_Beto, vamos para a praia?

_Como? _ perguntei curioso.

_O calor está demais, vamos tomar um banho de mar!

Olhei para ela, ainda incrédulo, porque me chamava para um banho de mar àquela hora da noite? Não podia acreditar no que estava acontecendo.

Selma era uma amiga de minha irmã Cristina que foi incluída inesperadamente no nosso passeio de feriadão. Fomos acampar na fazenda de um amigo de nossos pais, que ficava à beira de uma praia deserta. Era uma garota um pouco mais velha que eu, ao contrário de mim, cheia de vivacidade, energia e extroversão. Havia brigado com o namorado, com quem viajaria no feriado, e vendo-a triste e sozinha, minha irmã chamou-a para ir conosco.

Eu era um garoto de quase 18 anos, tímido e solitário, sem amigos, sem namorada, vivia para estudar e ainda não havia experimentado as mulheres. Estar na companhia delas me deixava nervoso, calado e completamente em pânico. Selma aceitou o convite de Cristina, mas havia um problema, ela não tinha barraca. Problema imediatamente resolvido por minha irmã, que ofereceu a minha barraca para ela, comigo dentro, imaginem!

Cristina sabia que eu não iria contestar uma decisão dela, e assim ficou acertado nosso passeio. Selma era uma daquelas garotas que deixava qualquer homem louco de desejo. Aquele corpo macio e moreno, os cabelos castanhos compridos, bumbum redondinho e gostoso, boca carnuda, um sorriso sedutor e aqueles dois seios que ficavam saltando delicadamente dentro da blusa ao menor movimento. Quando eu a vi, meu rosto queimou e logo embaixo, lá dentro da minha bermuda, algo cresceu sem minha permissão. Fomos apresentados e ela sorriu ao me ver assim completamente corado e sem graça, estalando dois beijinhos no rosto e dizendo-me seu nome.

Já era a segunda noite, e lá estava ela dentro da minha barraca. A primeira noite tinha sido uma verdadeira tormenta, quase não dormi, virava-me de um lado para o outro, enquanto a olhava maravilhado. Ela dormia completamente relaxada, a blusa do pijama meio desalinhada mostrava a visão daquela tatuagem logo acima da curva do bumbum, os cabelos caídos displicentemente sobre os ombros e aquela boca macia semi-aberta me convidando para um beijo. Minha vontade era de tocar aquela pele morena que brilhava através dos pêlos dourados pelo sol, mas estava paralisado diante daquela visão. A barraca estava tomada pelo cheiro do seu corpo e eu sorvia aquele aroma que me tirou o sono e fez meu pau pulsar a noite inteira.

Hoje, estava ela outra vez ao meu lado, com seu pijama amarelo, um short pequenino e uma blusa de alças com o desenho do Pato Donald. A ponta do bico do pato parecia querer morder o outro bico, que estava logo embaixo do tecido, e para o qual eu olhava hipnotizado. Quando ela falou novamente, com se quisesse me acordar.

_Vamos Beto, vamos tomar um banho de mar? Está muito quente!

_Hã …

_O que é que você tem? Que cara de bobo! _ falou, rindo de mim. Foi falando, pegando minha mão, puxando-me para fora da barraca, sem me dar chances de reação. Eu quis colocar uma sunga, mas ela disse para irmos do jeito que estávamos e pediu-me para levar a garrafa de vinho que sobrou do jantar. Fiquei atônito diante de tanto alvoroço, mas sem alternativa, fui até o isopor, peguei a garrafa e a segui. Mal chegávamos à praia e começou a chover muito forte, eu quis voltar, mas Selma me segurou pelas mãos.

_Para que voltar? Vamos tomar esse banho de chuva, vai ser uma delícia! _ E saiu correndo pela praia, de braços abertos, enquanto eu me encolhia sentando na areia. Quando ela voltou, eu estava encharcado e ela também, nossos pijamas completamente transparentes e colados ao corpo. O Pato Donald todo molhado agora tinha o bico quase mordendo aquele seio arrepiado. Eu desejei ser um pato por alguns instantes. Ela riu quando olhou para o short do meu pijama e viu o estado das coisas. Eu tentei esconder, ela me perguntou do que eu tinha vergonha.

Fiquei mudo e paralisado quando percebi logo abaixo seu shortinho completamente molhado e sem a calcinha por baixo; ela apenas sorriu mais uma vez, deslizando os dedos sobre meus cabelos, afastando-os de sobre meus olhos, enquanto sentava-se na areia ao meu lado. Meu coração parecia querer pular fora e meu pau revoltado queria rasgar o pijama. Tentei manter a calma, conversamos um pouco, ela falou um pouco dela e quis saber de mim, me olhava nos olhos com insistência e isso me envergonhava, eu baixava os olhos. Foi quando a chuva parou e ela falou-me para retirar a camisa do pijama senão eu iria me resfriar. Resisti ainda envergonhado, ela veio e tirou-a para mim, enquanto esfregava meu peito e minhas costas me aquecendo do frio. Eu sorria absolutamente sem graça e ela falou: “também estou com frio, você me esquenta?” me olhando entre os cílios e pedindo para que eu retirasse sua blusinha molhada e a abraçasse.

Minhas mãos estavam trêmulas demais, Selma sentiu e segurou-as me ajudando a expulsar o pato da frente daquela visão deliciosa. Segurou os dois seios entre as mãos, e me perguntou se queria beijá-los, eu assenti com a cabeça, mudo que estava, enquanto ela colocava o gargalo da garrafa sobre eles derramando o vinho. Deslizei minha língua sobre os bicos daqueles peitinhos, saboreando seu gosto temperado pelo vinho. Fomos colando nossos corpos um ao outro enquanto nos beijávamos, ela sentou-se em mim e a sensação daquele bumbum macio e frio me enlouqueceu totalmente. Sua língua dentro da minha boca foi descendo pelo meu queixo e pescoço, suave e macia me devorando.

Selma deslizava sobre mim, meu pau ia acompanhando aqueles movimentos e se instalando entre suas coxas mornas aos poucos, se aconchegando dentro do calor daquela xota quente e apertada. Como aquilo era absurdamente gostoso, eu não conseguia acreditar que fosse verdade, era milhões de vezes melhor que qualquer punheta. Parecia que ia explodir inteiro, enquanto ela sussurrava baixinho, se apertava contra mim, me abraçando com aquela força doce de menina arteira e sorrindo de pura malícia. Foi nessa hora que veio o gozo, enquanto ela me olhava e rebolava-se sobre mim com aquele jeitinho safado dizendo: “vem junto comigo, vem …”. Não agüentei e explodi agarrando-me a ela.

Foi quando ela ressonou e empurrou-me com firmeza, virando-se.

Olhei para o lado incrédulo, ela dormia profundamente, enquanto eu ofegante e suado acordava assustado com as mãos e o short do pijama totalmente ensopados.
Levantei-me e me dirigi à praia, sozinho, como sempre.

(foto: autor desconhecido)

Comments
17 Responses to “MOLHADOS”
  1. Lady Butterfly disse:

    hummmmmmmmmmmmmm, passando e me deliciando com estas leituras… beijins 🙂

  2. Mia disse:

    Adorei a mudança de ponto de vista. Escrever como homem é muito interessante!

  3. pequenosdelitos disse:

    É um exercício fantástico, para quem escreve, assumir o ponto de vista do outro.

    Em tempo: o subtítulo poderia ser “Armando a barraca”. rs

  4. Cantábile disse:

    LIndo, fiquei até com pena do menino …

  5. johnny iltar disse:

    eu vou adimitir!!!
    me senti o proprio cara, e nao pude acreditar que aquele conto erotico: ja tinha acontecido comigo.

    gostei muito!
    depois disso eu nunca mas fui o mesmo; hoje eu sou um cara mais safado do mundo

  6. Clementine disse:

    Lindo texto Urban… e AMEI o blog. Voltarei sempre. Bjs…

  7. Sentimental disse:

    Fantástico como sempre…
    Deu vontade de viver a cena.
    beijos

    *Vc já viu seu presente???

  8. Urban disse:

    Sentimental,
    tou tendo dificuldade de entrar nos blogs do blogger, não carrega, mas tou louca prá ver … curiosa demais.
    Continuo tentando ir lá.

    Clementine,
    tb fui no seu blog e gostei demais, até linkei por aqui.
    Volte qdo quiser!

    bjs
    😉

  9. Lucy disse:

    seu blog ta show…
    parabens!
    bjim

  10. Bob disse:

    Urban, me imagino fácil neste teu conto. Fico du caralho.

  11. Mr. Almost disse:

    Olha, olha! Vê-se os contornos da periquita! Rss…

  12. R. disse:

    vou sonhar com essa cena hoje… beijos, R.

  13. w.Moscolini disse:

    Fiz o meme…!
    Verifica depois ok!
    Bj

  14. Arrasou, delícia de conto !!!!

    E é bom escrever sob a ótica masculina, né?
    Fiz a mesma coisa no último texto que escrevi lá no blog, um conto quase infanto-juvenil, mas a experiência foi ótima.

    Beijinhos.

  15. lala¹²³ disse:

    Adoreiii esse conto

  16. Sex Shop disse:

    Muito bom conto, muito detalhado e exitante, pronto virei leitor fixo.

  17. josé carlos vieira disse:

    Belo conto , valeu !!!bem escrito e torturante, com um prazer sem limites….mas ..foi um sonho..estava perfeito demais…..

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