À LA CARTE

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Um pequeno hotel, charmoso e aconchegante, gerenciado por um francês excêntrico, recebia poucos e selecionados casais que desejassem intimidade e discrição. Decoração sensual, paredes sinuosas, cores quentes, aromas adocicados, texturas provocantes compunham o cenário.

Eu a observava ali logo a minha frente, agachada entre os móveis do lounge. Lugar perfeito para ousar, fugir da rotina, toda liberdade era possível, nos corredores, na escada que parecia uma escultura precipitando-se em direção ao céu, na piscina de águas mornas, no restaurante ou no bar aquático.

A cena me fez lembrar a noite passada após o jantar, quando resolvemos estender a noite sobre a mesa. O garçon ao terminar o serviço, apagou todas as luzes,  fechou as portas deixando apenas alguns candelabros acesos e retirou-se. Martha olhou-me e lambeu lentamente os lábios,  já ajoelhada sobre a cadeira e beijando-me a boca. Agarrei-a pelos cabelos num misto de doçura e rudeza e chupei-lhe a boca vermelha, tinha ainda o gosto do vinho.

Ela subiu sobre a mesa, sentou-se à minha frente, pernas abertas oferecendo-me sua flor já completamente úmida e cheirosa, um odor delicioso de buceta que me desejava. Lambi, chupei, sorvi todo aquele sabor indecente para em seguida deitar-me sobre ela, que sobre a mesa me puxava e pedia, num rebolar de quadris, que a comesse. O lugar ardia, janelas fechadas, velas acesas e pelo calor dissipado por nossos corpos que queimavam sobre o outo, o suor que escorria e fazia deslizar pele contra pele, nossos quadris encaixados, línguas misturadas, as mãos de Martha me apertando exigindindo mais e mais profundidade.

A mesa muito pequena parecia ter o tamanho exato daquele tesão louco que tomou conta de nós; ela gemia, pedia mais, arranhava minhas costas e esfregava seu rosto contra minha barba mal feita, mordendo-me o pescoço, deslizando sinuosamente suas coxas sobre as minhas. Tudo parecia tremer naquele momento em que explodimos, derretendo aos berros. Ao redor diversas mesas vazias, um silêncio de igreja e nós às gargalhadas, ensopados e felizes nos beijávamos sem parar.

Assim tinha sido a noite passada…
Neste exato momento, parado diante desta cena tento imaginar que loucura ela planeja agora, enquanto meu pau dá saltos dentro da calça e eu desejo lamber a curva sinuosa dos seus pés.

(foto colhida daqui)

Comments
8 Responses to “À LA CARTE”
  1. Bob disse:

    O que não sai da minha cabeça, é, olhando pra foto, que a bela esta ou se escondendo (e muito mal como já vi varias gatas fazendo :)) ou esta procurando algo.

  2. ui…

    rsrsrrsrsrsrsrs

    Docemente satírico

    Hum…..

    Cê sabe q eu amo cozinhar?

  3. Lindo blog…

    Parabéns.

    Bjos

  4. Ricardo Rayol disse:

    pelo jeito essa da mesa é marcante.

  5. PD disse:

    Delícia! Buceta cheirosa servida assim é um pecado.

  6. ofthewood disse:

    Este teu lugar é cada dia mais delicioso; é bom passar por aqui.
    um bj

  7. mariposo-L disse:

    Olha, só aqui a coisa esquenta …… kkkkkk
    gostei amei 🙂
    Esses lances na lance na mesa é muito bom ….

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