PRESENTE
RE-EDIÇÃO

O chão do quarto está repleto de velas e no ar um delicioso cheiro de sândalo, quando Edu abre a porta do apartamento percebe algo diferente, um clima aconchegante, intimista. Tudo na penumbra, Billie Holliday quase sussurrando My Man num canto da sala. No chão, desde a porta, uma trilha de pétalas vermelhas o conduz até o quarto. Sobre a cama uma toalha, um balde de gelo e vinho, mais nada. Edu entende a mensagem, vai ao banheiro e se prepara. Volta ao quarto e deita-se sobre a cama, serve-se do vinho enquanto aguarda Selma. A porta abre-se e ela chega sorrateiramente, o corpo amarrado por algumas fitas vermelhas, como um presente, entre as pernas subindo pela virilha, faixas de tule formam uma calcinha completamente perfurada e transparente, trazendo um laço bem a frente como se dissesse “me abre, me come…”.
Edu levanta, vem em sua direção, quer agarrá-la, aquela visão absolutamente tentadora o deixa descontrolado. Selma beija levemente seus lábios levando-o de volta, enquanto se coloca diante dele, deslizando seu corpo pelo chão, erguendo e deslizando os dedos por ele, soltando alguns laços, abrindo por partes aquele presente. Seu quadril ondula num ritmo sensual, suas mãos deslizam pelos seios e descem até a virilha entrando safadamente pela calcinha, onde seus dedos começam a brincar, ela geme baixinho e se contorce, senta-se diante dele, abre as pernas e masturba-se febrilmente, torturando-o pouco a pouco, lambendo os dedos, olhando para ele e terminando de arrancar os laços que ainda faltam.
Edu entende, é o sinal, salta sobre ela, derrama o vinho sobre seu corpo, vai sugando sua pele, seus seios, descendo a língua afoita pela barriga. Chega àquele montinho macio e cheiroso, resolve inundá-lo também, vai sorvendo o vinho e entrando entre os lábios, mamando suavemente aquele grelinho molhado e inchado de tesão. Selma se abre mais e mais, segura sua cabeça como se comandando seus movimentos, faz com que ele a olhe e chupe, chupe e olhe… Um convite.
Embalados pelo ritmo louco do desejo, deslizam para o chão, corpos suados, famintos um do outro, bocas coladas, sexos encaixados, ardendo. Gemidos, sussurros… a linguagem do encontro, um código que não precisa de palavras.
(imagem: C. Bastos)

















Ô coisa linda, estava com saudades de ti, como sempre um delicioso texto e estou imaginando aqui de quem seja essa flor…
Eu fico tonto, assim meio perdido em meio a tanta provocação.
Curioso é que já pensei em contar algo bem parecido (pelo menos, o começo), mas nunca achei o tom certo. Você tem a manha, a sutileza.
BTW: a foto é de dar água na boca.
Muito, muito bom!
Oi
Hummmm Bommm, boa foto…
Beijoka
Post bom pra véspera de feriado.
E tem mais, Billie Holliday é mais que afrodisíaco!
Beijos, sumida!
Sempre safada, sempre excitante… Beijos!
Uia. Fantástico, como sempre. Vc é fabulosa. Li todos os últimos posts. Ah, fiz uma coisinha boa demais no morango. Inté
Tenho andado meio longe daqui. Mas é pura falta de tempo.
em breve minha vida volta ao normal (ou não?)
beijos e até sempre
Toda linguagem precisa de palavras, até a das boas fotos!
Cantinho quentinho…
Gostei disso aqui.
;*
Poxa Urban..
Que chato esse negócio de copiar texto né?
sacanagem..
Sinto muito.
Bjs
Mais um texto delicioso; adoro os encontros como “códigos que não precisam de palavras”
Bjs.
hmm… safada, sapeca, menina, mulher. que presente, que tesão! beijos, R.
Vc e a eterna arte da sedução.
Lindo, como sempre.
beijos